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Livros que me atravessaram em 2025

Em 2025, a leitura foi menos sobre cumprir metas e mais sobre acompanhar estados de espírito. Li em ritmos diferentes, abandonei certezas no meio das páginas e, em vários momentos, tive a sensação de que alguns livros me liam de volta. 

Percebi, ao olhar para trás, que muitos dos livros que mais me marcaram orbitam temas parecidos: lucidez, cansaço, identidade, silêncio, transformação. Talvez seja um recorte do mundo, talvez seja apenas um retrato honesto de quem eu fui este ano.

Entre todos, alguns se tornaram preferidos, não necessariamente por serem fáceis ou reconfortantes, mas porque tocaram em lugares difíceis de nomear. Pequena Coreografia do Adeus me atravessou com sua escrita corporal e emocional. O Perigo de Estar Lúcida dialogou diretamente com minhas inquietações. A Redoma de Vidro segue sendo um espelho desconfortável e atual. A Metamorfose me lembrou que a estranheza também é uma forma de verdade. A Hora da Estrela continua dizendo muito com tão pouco. E Lutas e Metamorfoses de uma Mulher foi leitura dura, necessária, impossível de ignorar.

Os outros livros não ficaram à margem. Cada um, à sua maneira, compôs esse mosaico de leituras que mistura clássicos, contemporâneos, ficção, não ficção, silêncio e ruído.

Abaixo, a lista completa dos livros que li em 2025:

  • Pequena Coreografia do Adeus — Aline Bei
  • A Amiga Genial — Elena Ferrante
  • O Perigo de Estar Lúcida — Rosa Montero
  • Aurora: O Despertar da Mulher Exausta — Marcela Ceribelli
  • A Redoma de Vidro — Sylvia Plath
  • A Metamorfose — Franz Kafka
  • O Sentido do Medo — Verena Kast
  • As Coisas Que Você Só Vê Quando Desacelera — Haemin Sunim
  • A Insustentável Leveza do Ser — Milan Kundera
  • A Hora da Estrela — Clarice Lispector
  • O Álbum Branco — Joan Didion
  • Memórias Póstumas de Brás Cubas — Machado de Assis
  • Água Viva — Clarice Lispector
  • A Noite das Bruxas — Agatha Christie
  • Coisa de Rico — Michel Alcoforado
  • Noites Brancas — Fiódor Dostoiévski
  • Alice no País das Maravilhas e Através do Espelho — Lewis Carroll
  • O Mágico de Oz — L. Frank Baum
  • Lutas e Metamorfoses de uma Mulher — Édouard Louis
  • Monique se liberta — Édouard Louis
  • Paixão Simples — Annie Ernaux
  • Madame Bovary — Gustave Flaubert

Fecho o ano com a sensação de que não li para escapar da realidade, mas para encará-la com um pouco mais de repertório. Os livros de 2025 não me deram respostas definitivas, e talvez esse tenha sido exatamente o ponto.

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